sábado, 20 de março de 2021

Colo

Imagem de Myriam Zilles por Pixabay 

Te peço colo

Espero como um cachorro abanando o rabo

Feliz

Não é como se eu já não tivesse ganhado ontem

Ou há cinco minutos

É que a sensação é tão boa

Meu corpo sempre quer mais

O conforto de estar tão perto

Não se compara nem a cama mais macia

Nem ao amassar pãozinho do gato

Nem aquele bolo de cenoura com cobertura de chocolate

Teu colo vai ser sempre uma sensação diferente

Um lar morninho

Aquele morninho bom que não queima a língua

Mas continua quente

Esquenta e acalma

É o lar que eu quero

É tão vazio quando não está por perto

Pode ser o ambiente mais aconchegante

Ainda seria melhor com você

Imagine só, todo aquele conforto

E ainda ganhar colo

Não poderia estar mais feliz.


Até a próxima!


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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Duny: Meu livro. Eu que escrevi. (Contém Spoilers)

                É Junho de 2020 em quarentena e eu estou lendo todos os livros que eu tenho disponíveis e caso eles acabem antes da quarentena acabar eu provavelmente vou procurar mais opções, já que existem várias. Preciso admitir que eu amo “Girls in the house”, essa belíssima série que o Rao fez no Youtube por via do The Sims 4 e eu nunca achei que eu fosse gostar de uma série feita no The Sims mas a vida nos surpreende, porém, entretanto, todavia, o livro da Duny eu achei bem morno, foi engraçadinho mas não me prendeu, peguei ele nas trocas do Skoob (Inclusive, a menina que trocou comigo colocou um bilhetinho muito fofo junto) terminei de ler e coloquei nas trocas novamente, não me levem a mal, foi um bom começo para um primeiro livro mas não chegou no mesmo patamar da série.

            Duny conta de várias coisas que aconteceram com ela (Se você assistiu a série vai ficar imaginando ela enquanto lê, essa parte é muito boa), passando por altos perrengues como em vez de mandar nudes dos peitos pra onde ela queria colocar silicone (Para corrigir uma mini desproporção entre os dois peitos) ela manda para um antigo colega de escola que iria começar a ajudar ela em uma carreira no youtube, como se não fosse humilhante o suficiente essa parte ele é casado com Jayda que ODEIA Duny, bem, deu uma grande merda mas é claro que sairia por cima puxando os cabelos dela em uma live no Facebook enquanto fazia Jayda apagar o post com os nudes dela, nossa protagonista é sempre um amor de pessoa, não é mesmo? Aliás, lá para o final do livro ela recebe a noticia que Smith e Jayda estariam sendo presos por lavagem de dinheiro, o mundo da voltas.

            Caso eu voltasse no tempo e soubesse que o livro seria morninho assim eu leria ainda sim? Provavelmente, mais por gostar de GITH do que pela sinopse em si, dá pra gastar um tempinho lendo e rir um pouquinho, eu não sou tão amarga assim.

Texto em áudio:


Até a próxima!

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sábado, 9 de janeiro de 2021

A Maldição do Tigre (Saga) (Contém Spoilers)


Imagem de chiragchoudhary0 por Pixabay 
            Para falar a verdade nem sei como começar esse texto, eu ENGOLI toda a saga de livros de 21/04 até 21/06 (Tiveram umas pequenas pausas pra processar um pouco) e foi uma das melhores recomendações que já me fizeram, não tenho o costume de ler sagas mas não me arrependo nem um pouco de ter lido essa (Mesmo que a maior parte tenha sido em Ebook e eu prefiro livro físico), já estou com saudade dos meus tigrinhos.


           
Tudo começa com a Kelsey indo procurar seu primeiro emprego para conseguir uma  graninha, quem diria que em um dia você está trabalhando em um circo e no outro se vê caminhando na floresta ao lado de um tigre branco? Se isso de alguma forma acontecesse na vida real ia ser muito difícil de crer, a não ser com provas filmadas e atestadas que teve zero edição por ali, é claro que logo a gente já se apaixona pelo romancezinho entre o Ren (Tigre Branco) e Kelsey, ainda mais da forma como ela o descreve quando passado para forma humana, se tem alguém que mesmo com todo sofrimento ganhou na loteria foi a nossa protagonista. Toda a evolução do relacionamento dos irmãos e a melhora da maturidade do Kishan (Eu preciso admitir que eu achei ele realmente babaca em alguns aspectos, mas o Ren também teve seus momentos babacas). Tenho que admitir que fiquei extremamente perdida na linha do tempo quando falavam do passado ou algo do tipo, nem sei responder quantos anos eles tinham se considerasse desde antes da maldição, faço a menor ideia, piorou mais ainda no ultimo livro que literalmente Kishan e Durga estavam viajando pela linha do tempo, só li e fui feliz sem tentar entender, porque se não eu ia sofrer.

            Todo aspecto de iniciar o livro achando que ia ser uma vida normal e do nada estarem em outra dimensão com DRAGÕES (Ok, isso foi no terceiro livro) e ainda sim mostrar um pouco da vida da menina na universidade (Ok, segundo livro) alimentou as minhas vontades de leitora muito bem, ainda mais com as informações aleatórias (ou nem tão aleatórias dependendo da parte do livro) do Sr.Kadam, que eu pensei que ia sentir muita falta até descobrir que ele estaria até que bem presente no ultimo livro, o qual eu fiquei bem interessada ao ver que muitas coisas colocadas nos outros livros seriam explicadas somente no ultimo, como quando encontraram ossos de tigre ao enterrarem o Sr.Kadam. O único dos livros que achei bem morno, fraquinho, foi o da historia da Yesubai, mas não havia muito que ser dito sobre.

Sentirei falta de ler sobre os tigrinhos.

Texto em áudio:


Até a próxima!

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sábado, 12 de dezembro de 2020

The Big Bang Theory (Contém spoilers)

            Comecei a assistir essa série devagarzinho antes da quarentena, aí chegou a quarentena e lá foi-se a série inteira de 12 temporadas, chegaram a me falar que a série ficaria repetitiva e enjoativa mas eu tenho que admitir que eu cheguei até a querer mais depois que acabou, já fez 12 por que não mais uma? Senti felicidade vendo a série, vergonha, tristeza, uns cagaços aleatórios... Mas se teve algo que eu não senti foi tédio, foi uma experiência muito boa que no começo eu queria adiar por achar muito longa.

            Os episódios fluíram com uma leveza que eu nem sei, não foi algo do tipo “Meu Deus, ainda não acabou?” foi mais para “Já acabou?? Coloca mais um” Enquanto eu assistia eu nem notei o envelhecimento na aparência dos personagens (Sou bem ruim nisso) mas quando no último episodio começaram a repassar cenas até da primeira temporada começou aquela nostalgia “eles eram tão babys, olha só”, séries longas assim eu acredito que nos fazem sentir mais falta do que as pequenas.

            Achar o Sheldon engraçado e ao mesmo tempo sentir raiva dele as vezes é realmente inevitável, mas você acaba sentindo falta  do personagem se ele não aparece, e até mesmo pena quando brigam com ele. A forma como Amy consegue lidar com o Sheldon sendo uma neurocientista incrível e a sua evolução de "personagem que fala que nem um robô" para a melhora da sua interação com os outros personagens. O jeito “inocente” do Leonard te faz querer apertar as bochechas dele como uma criança que ainda está aprendendo a viver sem a aprovação dos pais. A evolução da Penny a série toda para uma mulher bem resolvida que ganha mais até que o Leonard trabalhando com física experimental. A forma como a Bernadete pode ficar assustadora mesmo sendo pequena e fofinha. O Howard que mesmo casado continuou com as cantadas horríveis dele, porém, apenas para uma mulher só. E o Raj que um dos maiores marcos foi ter aprendido a conseguir falar com mulheres sem precisar beber álcool, mas que no fim de tudo mesmo com tanto esforço ainda acaba solteiro, tenho fé que se tivessem mais temporadas ele ia acabar achando alguém mesmo que levasse uns 40 anos.

            Isso só os principais, mas até os personagens secundários da série eram especiais, você via eles e sabia quem eram não precisava ficar lembrando toda vez que apareciam na tela, até as piadas autodepreciativas do Stuart vão deixar saudade. Sabemos que algumas coisas na série foram desnecessárias (Como a gravidez da Penny), mas eu prefiro me recordar das coisas boas.

Texto em áudio:


Até a próxima!

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sábado, 14 de novembro de 2020

No Game No Life (1º Temporada - Filme)

            Acabei recentemente de assistir esse anime (06/2020) e o que me chamou atenção nele, claro, foi a questão dos jogos, assisti tanto o anime quantos os extras e o filme, fiquei um pouco incomodada com a hipersexualização que parece ser uma regra em praticamente todo o anime, em algumas partes sim, era usada de forma realmente engraçada, mas em outras era realmente desnecessário, quase forçando um incesto em muitas das cenas. Possui uma paleta de cores que chama bastante atenção, foi um tanto quanto gostosinho de assistir e conseguia me manter acordada.

Mas o anime é sobre O QUE?

            Gira em torno de Sora e Shiro dois irmãos que são muitíssimo bons em jogos e ao aceitarem uma solicitação de jogo de xadrez e ganharem acabam sendo “sugados” para um mundo completamente diferente onde tudo é decidido na base de jogos: Territórios, objetos, dinheiro, suas próprias vidas se assim desejarem... Ambos ficam maravilhados com este mundo, visto que achavam o mundo real extremamente tedioso e passavam o dia inteiro no quarto comendo porcarias e jogando jogos competitivos, normalmente até mesmo cada um controlando dois personagens.

A partir daqui pode ser considerado spoiler

            No anime eu preciso admitir que gostei mais da Shiro, Stephanie e Jibril, apesar da Shiro ficar meio perdida as vezes sem seu irmão ela mostra um grande intelecto mesmo sem ele quando se esforça mais, apesar de ser muito difícil um vencer o outro eu arrisco dizer que ela é mais inteligente, mas eu posso estar completamente errada, Stephanie que seria herdeira do trono de Elkia acaba sendo em vários momentos um alivio comico mas possui seus momentos no anime, mesmo que na maior parte acabe sendo reduzida a um pet, JIBRIL uma arma mortal que não possui mais utilidade como arma já que não se pode mais matar nesse mundo, é uma sedenta por informação então acaba ficando muito interessada por Sora e Shiro já que não seriam originalmente daquele mundo e conseguiram vencer Jibril em seu próprio jogo, por ser sedenta por informação é um personagem extremamente inteligente que acaba por ser recorrido pelos irmãos por informação sobre as outras raças entre outras coisas.

            No filme o começo pode ser um pouco confuso, mas logo vemos Corone que seria uma parente distante de Stephanie, Riku e Shuvi são os personagens principais da trama (Relativamente parecidos com Sora e Shiro mas não são irmãos), enquanto Riku é humano Shuvi é uma Ex-machina, então quando Riku a encontra opta por esconder sua verdadeira identidade para que os outros moradores não se sintam ameaçados, no decorrer do filme desenvolvem um plano e se isolam da vila tentando “invocar” Tet o deus dos jogos para que acabe com o sofrimento de todo mundo, Shuvi morre em uma batalha contra Jibril mas antes consegue transmitir informações para os machinas ajudarem Riku a terminar seu plano, ele acaba morrendo mas vê que seu plano deu certo e Tet é invocado.

Considerações finais

            Apesar da hipersexualização desnecessária eu gostei muito do anime (O filme em minha opinião só começou a ficar interessante no final) e dos personagens e raças, quando acabei de ver o anime eu já fui logo procurar se havia uma segunda temporada e para minha surpresa ainda não??? Mas aparentemente No Game No Life é bem popular e tem grandes chances de ganhar outra temporada (esperemos que sim) mesmo demorando muito, a light novel pelas minhas pesquisas ainda é lançada (mesmo que espaçadamente) então há sim conteúdo para que a continuação do anime seja feita para alegrar nossos coraçãozinhos, porque eu fiquei bem curiosa para ver como seria o final do anime e a interação com as outras raças.

Texto em áudio:



Até a próxima!

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sábado, 10 de outubro de 2020

Transferência Afetiva

Imagem de Jill Wellington por Pixabay 

Eu acredito que a melhor forma de começar esse texto é explicando o que eu quero dizer com “Transferência Afetiva”, nada mais, nada menos do que você simplesmente pegar os seus sentimentos por alguém e realoca-los para outra pessoa, isso pode se tornar um ciclo vicioso e extremamente prejudicial.
Escrevo sobre isso porque eu já vivi isso e primeiro você precisa aceitar que sim, você fez isso e talvez tenha sido na melhor das intenções para se proteger, mas a longo prazo isso nunca será benéfico, tu acabas por adiar o sofrimento e o acumula, é como terminar e voltar com a mesma pessoa milhares de vezes, é desgastante. Você está tão determinado a não sofrer que não percebe que vai acabar sofrendo muito mais quando não conseguir dar continuidade ao ciclo, a dor PRECISA ser sentida, alguém não pode terminar com você e logo em seguida você procurar outra pessoa para depositar todos os sentimentos que você sentia antes nesta nova pessoa, não é justo contigo e nem com ela, pois já chegas com uma carga emocional incrivelmente enorme cheia de expectativas, nenhum lado merece isso.
Sofra, chore o quanto precisar, bata a porta do quarto, desconte toda a sua raiva no travesseiro, saia para eventos em busca de beijar o maior número de pessoas possível, transe com outras pessoas se sentir a necessidade, mas não brinque com os seus próprios sentimentos, ninguém tem a obrigação de cuidar deles além de você mesmo e precisas estar bem consigo para não machucar os outros como te machucaram inicialmente, cuide de você, por favor.

Texto em áudio:



Até a próxima!
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sábado, 12 de setembro de 2020

Banheiros unissex

Imagem de Michael Gaida por Pixabay 

                Recentemente em uma aula sobre diversidade foi levantada a questão dos banheiros unissex, algumas pessoas foram a favor e outras contra, eu entendo perfeitamente algumas mulheres não se sentirem a vontade de utilizar um banheiro que também seria frequentado por homens por medo de sofrerem assedio, mas ao mesmo tempo eu acredito que essa não é a raiz do problema.
                Ninguém precisa chegar ao exemplo do assedio sexual para dizer que os banheiros atuais já não funcionam, crianças tem a cabeça enfiadas em privadas e nem por isso você separa os banheiros entre crianças fracas e crianças fortes, eu tenho amigas que já foram assediadas em banheiros femininos porque uma placa não é um guarda então se um homem quiser entrar, ele vai entrar. O problema dos banheiros seria facilmente resolvido se houvesse um(a) guarda que ficasse neles, é uma ilusão achar que os banheiros atuais são seguros e que transforma-los em unissex desestabilizaria tudo.
                A defesa dos banheiros unissex é em sua maioria para que pessoas transexuais não se sentissem desconfortáveis ao utilizar o banheiro, dado que muitas desenvolvem infecções urinarias por segurarem o xixi em vez de ter que passar pelos olhares desconfiados das outras pessoas. Eu como mulher cis que não se encaixa no padrão feminino também muitas vezes me senti desconfortável no banheiro feminino, muitas pessoas me confundem com um garoto e muitas das vezes me encaram procurando seios o que por si só já é errado mas essa questão se estende até mesmo aos provadores de loja em que uma vendedora me indicou o provador masculino, mais uma vez eu acho que poderia ser apenas um grande provador desde que tivesse alguém guardando o local.
                Por fim, uma última questãozinha seria a da limpeza: “Homens são porcos, não quero dividir o banheiro com eles”, particularmente banheiros públicos femininos/masculinos fedem tanto um quanto o outro quando são mal cuidados, em shoppings os dois são bonitos e cheirosinhos, então dependeria apenas da administração do local.
Enquanto isso não se torna uma realidade: Frequente o banheiro que você se identifica e tente ao máximo ignorar os olhares pesados em você, você não merece ficar doente só porque precisa fazer xixi.

Texto em áudio:



Até a próxima!
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