sábado, 27 de outubro de 2018

Quarto de Despejo (Resumo)


Julho de 1955: Carolina mora na favela e tem três filhos para criar, dois meninos e uma menina. Marido nem pensar, a maioria das mulheres na favela apanham de seus maridos, ela não precisa de um, mas a ultima coisa que ela queria mesmo era morar na favela.
                Sua rotina é basicamente ouvir xingamentos de suas vizinhas, ouvir elas reclamarem de seus filhos e até discutirem e baterem neles quando não está. Compra comida, enche suas latas de água, cata papel, mas tem dias que o frio não permite. Sua filha Vera Eunice já está com dois anos não gosta mais de ficar em casa, precisa levar ela nos braços enquanto carrega a trouxa de roupas para lavar na cabeça.
Maio de 1958: A fome maltrata. Vera Eunice já está mais crescidinha agora quando sua mãe lhe carrega ela bajula as mulheres nas ruas, as vezes ganha uns trocados. Os políticos tão safados só aparecem nas favelas em época de eleição, dão algumas coisas e depois que são eleitos se esquecem da favela e fazem cara feia. Não queria comer coisas do lixo mas a fome apertava e não deixa a gente trabalhar, só não pegava carne do lixo porque colocavam veneno para os pobres não comerem. As crianças sempre querem mais, mas doí olhar para a panela e ver que não tem mais.
Junho de 1958: Quando Carolina consegue cozinhar mais de 4 pratos para seus filhos ela se sente feliz, se a grana está pouca ela precisa fingir que não escuta para não ver seus filhos pedindo coisas na rua porque se compra agora não tem o que comer amanhã ou nem tem dinheiro para o ônibus. Fez questão de comprar um tênis para Vera, a menina não gosta de ser pobre, anda precisando dar uma surra nos meninos, pois, andam muito malcriados. Zuza deu uma festa para os favelados que foram felizes da vida achando que iam comer, mas chegando lá só tinha pão e alguns nem pães conseguiram. Cada vez mais tinham mais brigas na favela, os nortistas, os baianos(No livro é usado para qualquer nordestino), normalmente por causa de mulher. As crianças andavam ficando com vermes, e a fome? Apertando.
Julho de 1958: Perto da torneira sempre dá briga e fofoca, Carolina evita ir lá quando tem gente, deixa para pegar água depois. Pensou em internar um de seus filhos, o João, porque tentou abusar da filha da vizinha, mas falaram para ela voltar outro dia, pois, dia 9 era feriado, no mesmo dia apareceu na favela dois meninos que haviam fugido do abrigo, contaram como era horrível lá, instruíram os filhos da dona Carolina a obedecerem. Não quer homens, somente suas crianças e escrever seu diário, está muito velha para essas coisas. Deu briga feia na favela foi necessário até chamar a Radio Patrulha, o Alexandre não aprende mesmo.
Agosto de 1958: Não dão mais bolachas na fabrica, no frigorifico somente ossos, agora tem mais gente catando papel então fica difícil... Mas ganha papel de vez em quando, chegou a subir em um prédio de elevador para ganhar papel, ficou com medo enquanto subia mas na volta a dona do ap pediu para seus filhos lhe acompanharem, encontrou até com um senador no elevador na volta mas agora não tinha medo pois tinha companhia das crianças. A fila da torneira aumenta cada vez mais, os favelados se multiplicavam.
Setembro de 1958: Fome. Sem papel, nem metais, agora tinha um carro que saia coletando antes de coletar o lixo comum, estava mais difícil conseguir dinheiro. Precisou ir no gabinete de investigação por causa do acontecido em Julho, sentiu-se na favela do jeito que a mulher falava com o seu filho.
Outubro de 1958: Foi votar e levou a Vera junto, falaram que não podia levar crianças mas ela não tinha com quem deixar a pequena. Graças as eleições tinha bastante papel na rua para ser catado, o moço que atualmente cuida dos bicos de luz estava querendo aumentar o preço, os moradores não gostaram nem um pouco. Após as eleições os preços também subiram como o da condução, o povo estava revoltado então precisava andar um policial junto.
Novembro de 1958: Ganhou um guarda-roupa velho e um colchão, uma dificuldade para carregar, os homens da light só olhando e nenhum para ajudar. Apareceram uns ciganos na favela mas logo foram embora mas já foi o bastante para deixar um odor ruim por onde passaram. Seus filhos todos alfabetizados, José falava que futuramente seria Sr.José, queria morar em uma casa de alvenaria.
Dezembro de 1958: Um menino chegou embriagado na escola, o coitado só tem 12 anos. É época de natal qualquer carro que passa na favela o povo pensa que é para dar coisas. Carolina chegou a ficar muito doente, pensou até que ia morrer, mas melhorou para a felicidade dos filhos e voltou a sua rotina de sempre. O padre que vive vindo à favela fala que o povo precisa ter filhos, quem tem que ter filhos é os ricos que podem alimentar seus filhos. Ficou amiga de um cigano, ele queria casar-se.
Janeiro de 1959: Chove e a água acaba entrando no barraco porque o papelão do telhado já está podre. O Cigano vai embora da favela mas anda desconfiada que ele fica indo atrás da meninas da região, quando o mesmo voltar vai lhe apresentar a lei.
Fevereiro de 1959: Teve briga feia na favela, de foice, o baiano que deu a foiçada fugiu para a policia não prende-lo e para o outro homem não querer mata-lo, Carolina chegou a encontra-lo fora da favela e insistiu que ele precisava voltar.
Abril de 1959: Não andou escrevendo no diário porque estava desiludida com a vida.
Maio de 1959: Matou o porco que estava engordando, não paravam de aparecer favelados querendo um pedaço, mas deixou bem claro: Não vou dar nem vender, o porco é para os meus filhos! Ficou com medo de invadirem seu barraco. O Pai de Vera deixava dinheiro as vezes pelo juizado para a menina, o repórter chegou a levar Carolina para tirar umas fotos, seu diário seria publicado na revista “O Cruzeiro” bem famosa na época.
Junho de 1959: O pai de Vera veio visita-la porque a menina estava doente, falou com as crianças, deixou dinheiro e foi embora. A matéria na revista começava a circular, os favelados reclamavam do que Carolina havia dito, o Orlando Lopes da luz a odiava, como ela não quis pagar a luz mais o deposito ele cortou lhe a energia. Esperava para receber quando o livro circulasse.
Julho de 1959: Seu filho havia quebrado a vidraça de uma fabrica, a grana continuava sendo pouca mas dessa vez o pai da Vera havia deixado dinheiro no juiz. Teve briga feia do Alexandre com a sua esposa na favela, ela havia deixado cair seu relógio... Carolina foi com a Vera comprar carne, deixou o saco de papel no chão, pediu para sua filha segurar a carne e ela colocou em cima do saco, o cachorro levou embora, hoje vocês não vão comer.
Agosto de 1959: A dona Teresinha veio lhe trazer 500 cruzeiros, era a sua mãe branca! Estava cansada de ocultar o nome do pai da Vera no diário, ele pedia para não escrever seu nome mas as vezes não deixava o dinheiro para a menina e eram só 250 cruzeiros, ele é tão bem de vida! Vieram gravar “Promessinha” (Cidade Ameaçada) na favela e tudo ficou uma bagunça.
Dezembro de 1959: Espero que 1960 seja melhor que 1959.
Janeiro de 1960: Levantei às 5 horas e fui carregar água.

Até a próxima!
Share:

sábado, 29 de setembro de 2018

Melhores Contos Lygia Fagundes Telles (Resumo)



1 – 10: Introdução por Eduardo Portella, pode ser resumida por “As “ficções” de Lygia Fagundes Telles irrompem da realidade. Porque são reais, são fantásticas e verossímeis a uma só vez.”.
11 – 19: Começamos com um conto sobre 2 irmãos que perderam a mãe, o mais velho(Rodolfo) com muita inveja da perfeição do seu irmão mais novo(Eduardo), acredita que a única coisa que tem para si é a escrita, até que no final descobre que a surpresa que seu irmão trouxe era... Um romance que havia começado a escrever.
19 – 27: Palavrões? Somente em outra língua para continuar sendo uma mulher fina, me chame de Luisiana porque com dinheiro eu posso escolher meu nome... Dinheiro, coisas caras, mas nada compra a juventude, poderia fazer mil plásticas continuaria velha, um velho que me banca e um jovem que me dá o gozo mas cadê o meu homem que tocava saxofone? “Se me ama mesmo faz isso faz aquilo, se me ama mesmo se mate..”
27 – 35: Tatisa e Lu se arrumavam para o carnaval, Tatisa implorava a todo tempo para que sua empregada (Lu) ficasse mais tempo hoje mas ela não perderia o desfile dessa vez de jeito nenhum. Será que seu pai vai ficar bem? Lu disse que ele ia morrer hoje... Que calor dos infernos, a maquiagem verde derreteu? Cola as lantejoulas na roupa de qualquer jeito ninguém vai perceber mesmo. Lu! Espera, e rolaram as lantejoulas atrás da jovem.
35 – 42: Um homem meio diferente... Seus parentes olhavam-lhe meio estranho quando criança, mas ele cresceu e se casou com uma mulher incrível! Tão incrível que fugir seria ótimo.. Fernanda o nome dela, tiveram uma filha também, Gisela. Uma mulher tão compreensiva, ótima cozinheira, tão chique, mas se fosse só um postal não faria perguntas nem nada do tipo “Essa era a minha esposa” e se quisesse só rasgaria o postal e jogaria no mar.
42 – 51: Tomás e Lavínia são casados estão em um dia comum, ela está se arrumando para uma reunião, belíssima, com o mesmo vestido preto que usou antes do seu casamento a dez anos atrás, nesse tempo Roberto estava presente e hoje estará também. Tomás observa sua mulher arrumando-se calmamente “É hoje que perderei minha mulher para o Roberto, podia ficar comigo pelo menos enquanto estou vivo”.. Chegou até a esconder o colar de perolas falsas tão importante para Lavínia mas acabou entregando ele para ela antes que ela se afastasse de casa, seria tudo paranoia sua?
51 – 57: As folhas todas têm nomes em latim. Vivia a menina, sua mãe, sua tia e o botânico com seu herbário, ela decidiu ajuda-lo e saia para buscar diversas folhas para o homem já que ele não tinha mais condições de ficar fazendo isso, estaria doente? Não sabiam, era muito intimo, sua tia havia lido na mão do homem que uma mulher de cabelos cor de bronze viria busca-lo no final de semana. A menina não acreditava mas encontrou para ele uma folha em formato de coração, a qual ele espetou no suéter. Quando chegou o final de semana a mulher realmente apareceu, então por fim, a menina o entregou uma folha em formato de foice.
57 – 62: Ela encontrou com o rapaz pela primeira vez no baile de primavera, descobriu onde Antenor trabalhava e chegou a ir lá, deixou seu telefone mas ele não ligava... Conseguiu o número da oficina que ele trabalhava e ligava insistentemente, fez até seu amigo Roni ligar, mas o menino já estava comprometido com outra. Chegou a beber soda caustica, escreveu várias cartas para ele, por fim, ele acabou se casando com outra e ela com Gilvan que ficou do seu lado durante a recuperação depois de ter bebido soda caustica... Mas no casamento de sua caçula pediu que uma cigana olhasse seu futuro pelas cartas, e bem, ia aparecer um homem que mudaria sua vida.
63 – 74: Vários políticos reunidos para o sétimo seminário dos ratos, o povo quer saber, como vão se livrar de tantos ratos? Gatos? Os que tinham foram comidos pelo próprio povo... Estavam reunidos em uma casa no campo longe de toda a loucura que estava na cidade por causa dos ratos, cada um em seu devido quarto até que o responsável por reunir todos escuta um barulho estranho e decide verificar na cozinha. O cozinheiro já sem paciência nenhuma estava deixando tudo para trás e voltando para a cidade, a pé mesmo, o motivo? Os ratos! Haviam comido tudo que tinha na cozinha, inclusivo roído o fio dos carros e da casa, por isso os telefones não funcionavam e os carros não ligavam...
74 – 105: Leontina está presa. Infancia difícil, vivia com sua mãe, sua irmã Luzia e seu primo Pedro, sua mãe trabalhava demais, a irmã vivia catando minhoca e seu primo vivia enterrado nos livros, ia virar médico para poder tirar todos dessa miséria, era o que dizia. A pobrezinha acreditava, um dia sua cachorra sumiu, havia morrido na estrada, uns tempos depois sua mãe fez a mesma coisa, e sua irmã? Bem, a deixou sozinha para ir na formatura de Pedro porque ele tinha vergonha dela, mas sozinha ela acabou se afogando na lagoa ali perto... Ele foi para a cidade trabalhar mas não levou a menina junto, disse que traria mais tarde, ela ficou trabalhando na casa de uma senhora que a não deixava em paz até que um dia cansou e foi para a cidade.
            Na cidade conheceu logo Rogerio que ficou com ela por um tempo, mas desde já ele avisava que ele não era para casar que um dia ia dar na telha e ia embora, esse dia chegou e a coitada ficou desolada mas seguiu vivendo, teve outros amores, acabou conhecendo sua amiga Rubi que lhe apresentou o trabalho no salão de dançar com os caras, era cansativo mas dava para viver. O sapato gastava né, Leontina precisava comprar outro mas parou na frente de uma vitrine com um vestido e um velho viu e perguntou se ela queria o bendito vestido, não era boba nem nada disse que sim...
            Depois de comprado o vestido o velho levou a menina para um lugar mais afastado e queria agarra-la mas ela não estava confortável e mesmo querendo “pagar” pelo vestido acabava recuando as vezes, sem paciência acabou metendo ela para fora do carro e mandou voltar a pé mas que deixasse a plumagem, ela ficou desesperada porque tinha esquecido seu vestido velho na loja “Não posso voltar pelada, me prendem.”, mas o velho não dava a mínima, ainda deu-lhe umas bofetadas pela insistência, Leontina achou que ia morrer, achou um ferro e deu na cabeça do velho, ele morreu? Saiu correndo sem ver. E agora? Uns 15 anos na prisão, o maldito era rico.
105 – 112: É noite de natal. O jovem lê na sala, estão dormindo nessa casa? Não, os mais novos conversam baixinho para não acordar os mais velhos e os mesmos fingem que dormem com medo de morrer. Evite a tabua que range no corredor. Ela está tão bonita com esse roupão e as sandálias, o vizinho logo vai chamar na janela, mas já? Se formos agora talvez cheguemos com um pouco de atraso.
113 – 117: Ela e ele brincavam com bolhas de sabão mas o rapaz estava mais interessado em estudar a estrutura das bolhas de sabão. Encontraram-se uns anos mais tarde, o mesmo já estava casado, sua mulher ficara com ciúmes? Talvez, apareceu uma dor de cabeça do nada, mas tudo bem se viam outro dia. Encontrou-os em um museu, ouviu falar que ele estava muito doente, mas o que ele tinha? Foi fazer uma visita, uma casa extremamente cheirosa mas com poucos livros, a mulher fez uma pausa para ir na casa de sua mãe, ao lado, eu tenho certeza que ele vai morrer.
117 – 121: A loja de antiguidades estava cheia de poeira e traças, mas o que lhe interessava eram as peças de tapeçaria, eu seria o caçador? Mas eu odeio caças. A velha não parava de dizer que os buracos eram das traças e o que sustentava a peça era a poeira, provavelmente quando tirasse dali se desmontaria toda. Saio da loja, volto e encaro e vitrine, vou embora. Tenho pesadelos e acordo de madrugada para secar o suor do rosto confundido com sangue. Retornou a loja no outro dia, “você sabe o caminho..” Tentou ainda agarrar-se à tapeçaria. E rolou encolhido, as mãos apertando o coração.
122 – 128: Duas irmãs, uma cursava direito a outra medicina estavam indo ficar na casa de uma velha, era o lugar mais barato que tinha, o quarto era apertadíssimo e ficava no sótão, a mulher disse que o antigo inquilino tinha uma caixa de ossos de anão e que havia deixado para trás se elas quisessem podiam ficar com ela. Toda noite apareciam formigas e iam em direção ao caixotinho de ossos e não voltavam de lá, quando se deram conta as formigas estavam montando o anão.
            Na última noite o anão estava quase completo a irmã que cursava medicina acordou a outra as pressas “Vamos embora antes que a bruxa acorde, o anão está quase completo e elas montam ele depressa”, saíram correndo de lá, havia sido o gato da bruxa que miou longo ou um grito?
128 – 141: Laura estava com Fernando abastecendo o carro, sem nenhuma luz, ele pedia ironicamente a lanterna, será que o jantar vai ser bom? Se não for vou virar a mesa, queria comer peixe. Dona Ifigênia reclamava que não a levei para viajar, tinha feito até desistir da passagem do ônibus, minha irmã Ducha havia lhe prometido dar um espelho grande em troca do suéter amarelo, ainda não levei o espelho, e na noite passada roubei a torre do avô no jogo, além do noivo Rodrigo da minha prima... Rodrigo viria hoje? Ele não estava internado depois que tentou se matar? Já estava melhor sim, viria se desculpar por tudo. Laura, chegamos! Foi tudo imaginação? Não passei pelos galhos secos prendendo na minha roupa enquanto deixava Fernando para trás como já queria a tanto tempo?
141 – 146: Um jovem parou em um hotel dominado por velhos, há muito tempo era um hotel mais jovial, porém aos poucos passou a ter apenas hospedes idosos. O porteiro tentou convence-lo de que não era uma boa ideia, em alguns quilômetros ele encontraria outro hotel com um ar muito mais jovial, mas ele não tinha interesse queria ficar exatamente naquele lugar a não ser que tivesse alguma clausula que o impedisse de ficar ali. Instalou-se no segundo andar onde não havia muitos hospedes por causa da escada, usou a piscina que os velhos mal usavam, no jantar colocou bastante sal na comida já que ela vinha com pouco devido aos moradores locais... Mas depois do chá mais tarde ele já não se sentia bem.
146 – 153: Quando o homem se viu estava em um jardim, musgo, figueiras, folhas, uma estatua danificada de uma menina... Mas como tinha ido parar lá? Estava tão acostumado com a rotina do escritório todos os dias, todos os caminhos davam em uma escada. Quando se deu conta acordou apertando o travesseiro contra o peito, sua mulher estava ali acordando, tudo normal como em todos os dias, teria sido um sinal da morte? Levantou, decidiu não fumar, olhou-se no espelho, estava mais magro? Cumprimentou seu filho, todos estavam iguais, menos o cachorro  que o recebeu calorosamente como se soubesse que algo estava para acontecer.
            Foi para o seu carro, tentou por diversas vezes dar partida mas não funcionava, estava no jardim novamente? Pois bem, se havia saído do jardim acordado agora deveria sair dormindo, mas seria tão fácil assim? Sentiu um toque no ombro, Voltou-se.

Até a próxima!

Share:

sábado, 11 de agosto de 2018

Dominância


Talvez eu tenha um certo desejo de posse, ficar por cima, tirar vantagem… Mas quem não tem?
Você vai me dizer que gosta de abaixar a cabeça e escutar?
Você pode me dizer que no sexo gosta de ser 100% submisso, mas na
sua vida você precisa ser o dominante seja submisso pelo prazer mas não abra
mão do gostinho de poder, não finja que não gosta, me prove se for capaz.

Tu tens o controle ou nem sabe que porra está fazendo da vida? A
academia tá paga mas é o pó que vai fazer por ti? Olha no meu olho e me diz que
vai começar amanhã aquele tão sonhado projeto que não saiu do papel faz 6
meses. Concordando porque quer ou não sabe dizer não?

Eu não quero crias submissas, quantas oportunidades  tu vai
ter que perder para acordar? Eu quero experiências, chega em mim e fala que
quebrou a cara fazendo mas não chega de mãos vazias, eu quero iniciativa. Mas
eu também quero essa mão bem baixinha porque no meu espaço mando eu, te aplaudo
de pé mas não tente roubar o meu controle.

Engole essa porra e acorda, você está vivo.

Até a próxima!



Share:

sábado, 21 de julho de 2018

Eu ainda penso em você todos os dias

Eu ainda penso em você todos os dias, mas você não sabe disso... Claro que não. As vezes nós nos submetemos a situações que não nos fazem bem porque parece ser menos dolorido do que quebrar o ciclo, pode ser que seja mesmo, porém você vai ter que lidar com isso todos os dias e em uma maior intensidade quando estiver com a pessoa, vale a pena?
Se vier alguém em mente não é um bom sinal, mas eu sei que deve ter vindo, passamos a nossa vida inteira pensando “E SE?”, isso é uma tortura diária que tu faz com você mesmo. Eu não vou te julgar, eu também faço, em alguns momentos me pego pensando que tudo poderia ser mais fácil se eu simplesmente me afastasse de toda e qualquer pessoa, relacionamentos humanos são complicados, o seu cachorro não te liga no dia seguinte para falar que talvez fosse melhor que as coisas acabassem.
Sabe qual é o real problema? O egoísmo. Homens e mulheres se jogam em relacionamentos todos os dias sem responsabilidade emocional nenhuma, o outro que se vire depois, não é mesmo? Eu ainda penso em você todos os dias, mas eu aprendi a lidar com isso pelo meu próprio ego narcisista, eu negaria seu nome todas as vezes que fosse perguntado por puro orgulho, porque eu sei que não tem volta então não vale a pena pronunciar, não vale a pena remoer o assunto que já foi finalizado
Exatamente por isso
Já foi
Não tem mais volta
Você precisa conviver com isso.


Áudio da minha leitura:



Até a próxima!

Share:

sábado, 9 de junho de 2018

Qual o seu segredo?


            Todo mundo tem algo que faz que não se orgulhe talvez você não revele para ninguém, mas eu sou uma pessoa que acredito que tudo tem seu preço. Quem sabe sejam opiniões, arquivos, manias, gostos, algo moralmente errado, mas quem liga para a moral hoje em dia? Eu definitivamente não, aqui não tem moral nenhuma para te julgar.
            Relacionamentos são complicados, você tem a fiel certeza que todos os seus amigos ainda seriam seus amigos se te conhecessem por completo? Isso inclui tudo o que você imagina quando está sozinho, algumas coisas serem ocultadas não é ruim é simplesmente necessário. Seus pais te olhariam com os mesmos olhos? Por que você está desconfortável?
            Existe alguém que você se abriria completamente? Eu espero que não, privacidade faz bem pelo menos um pouco, a pessoa que mais te conhece não deve te conhecer em um total, isso é bom para os dois. Alguns dizem que escritores são cruéis, eu prefiro dizer que são sinceros. Tapas mentais são agradáveis.
            Esse texto poderia ser uma confissão mas está longe disso, as vezes eu até me orgulho mas não quer dizer que eu compartilharia isso com você, tu podes até ser meu amigo e elogiar meus escritos mas por dentro achar eles horríveis.

Áudio da minha leitura:


Até a próxima!

Share:

sábado, 12 de maio de 2018

Os 13 Porquês (Opinião)


                Terminei de ler recentemente (Março, que é quando esse texto está sendo escrito) “Os 13 Porquês” e definitivamente, na série que fizeram baseada no livro quiseram pegar mais pesado, Hannah não corta os pulsos e Courtney não gosta de garotas (Ou pelo menos isso não é tratado no livro), eu não terminei de ver a série por causa dos excessos que eles cometem mas creio que não se distancie tanto do livro, tirando que o Clay escuta as fitas em apenas 1 dia, mas é claro, isso não daria uma série.
                Hannah pensou em várias formas de como se matar, ela não queria chocar os próprios pais (Ela nem ao menos chega a pensar em cortar os pulsos) a forma menos dolorosa para eles que ela encontrou foi tomar vários comprimidos, o que com certeza seria bem mais leve para contar na série. É um assunto delicado e eu acredito que erraram muito em como decidiram mostrar, não no livro, no livro a única parte que mexeu comigo foi o abuso do Bryce com a Hannah, na parte dele com a Jessica não há muita descrição, mas no da Hannah você nota em como naquele momento ela já tinha desistido de exatamente tudo, ela não se importava mais com o que estava acontecendo.
                No final do livro o autor fala da importância de procurar um profissional, é necessário falar sobre suicídio, você não está sozinho e tentar procurar ajuda nos outros em vez de ajuda profissional não vai te ajudar completamente, pode quem sabe te ajudar momentaneamente mas você precisa de tratamento. Quando tu estás com muita dor de garganta você procura um médico, não? Então qual o porquê de você não procurar um médico quando a sua saúde mental está péssima?

Se cuida, e não esqueça: você não está sozinha.














Até a próxima!
Share:

sábado, 14 de abril de 2018

Pessoas Temporárias

                Vão existir pessoas na sua vida que vão saber lidar exatamente com a sua forma e o seu psicológico, você vai admirar essas pessoas, não vai imaginar sua vida sem elas, estas pessoas podem ser extremamente importantes em determinado momento da sua vida que você achou que ninguém poderia te acalmar, mas ela estava lá, temporariamente.
                Você vai conhecer inúmeras pessoas temporárias na sua vida, muito importantes, relativamente importantes, pouco importantes, que obviamente vão sair da sua vida de maneiras diferentes, algumas você não vai nem ao menos perceber que saíram, foi algo totalmente natural e quem sabe, as duas ainda nutram um sentimento de carinho mesmo que não tenham contato, essa provavelmente vai ser a “despedida” menos dolorosa que você vai ter na sua vida.
                As muito importantes vão doer por meses, quem sabe até daqui uns anos você acabe lembrando e ainda sinta dor, você nunca imaginou que alguém poderia ir tão fundo no seu ser, na sua essência... Você possivelmente vai se sentir perdido quando ela for embora, porque as pessoas muito importantes anunciam a ida. Você nunca vai estar preparado para isso não importa quantas vezes aconteça.
                Mas por mais que machuque admitir: Essas pessoas te ajudaram muito em determinado momento, seja para você se entender melhor, manter a calma em uma situação que você precisava muito estar calmo e achou que ninguém poderia te ajudar, o amor que a pessoa te deu mesmo que temporariamente, você não pode julgar que não foi verdadeiro. Possivelmente quando ela foi embora em vez de carinho você nutriu ódio a ponto de pensar que nada foi realmente verdadeiro, mas você é você, não há como saber se não foi verdadeiro naquele espaço de tempo que durou, talvez tenha sido mais real do que você pensa.
                É totalmente aceitável que você não queira ela de volta na sua vida, talvez seu psicológico nunca aprenda a lidar com a volta e seja melhor manter distância, mas talvez um dia você possa admitir que é grato pelo menos por algo que ela fez.

Esse texto é dedicado a algumas pessoas que já passaram pela minha vida mas que realmente foram humanos o suficiente para se despedir, talvez essas pessoas nunca leiam esse texto mas eu quis escreve-lo. (Se você é meu amigo(a): Não me pergunte e nem tente chutar para quem eu escrevi, eu não irei dizer, é pessoal.) 

Áudio da minha leitura:



Até a próxima!
Share: